quinta-feira, setembro 13, 2012

Apresentação de: CIBERTEOLOGIA. Pensar o Cristianismo nos tempos da rede


Apresentação: Programas de busca, smartphone, aplicativos, rede social: as recentes tecnologias digitais invadiram com força nosso cotidiano. Entretanto, não apenas como instrumentos externos a serem usados para simplificar a comunicação e a relação com o mundo; na verdade, desenharam um espaço antropológico novo que está mudando nosso modo de pensar, de conhecer a realidade e de manter relações humanas.

A essa altura, o autor, Antonio Spadaro, se pergunta, e nos pergunta também: a revolução digital influencia de alguma forma nossa fé? Será que não se deveria começar a refletir sobre como o cristianismo deva ser pensado e falado neste novo cenário humano? Talvez seja hora de considerar a possibilidade de uma “ciberteologia” entendida como inteligência da fé (intellectus fidei) nos tempos da rede. Não se trata, porém, de simplesmente procurar na rede novos instrumentos para a evangelização, ou fazer uma reflexão sociológica a respeito da religiosidade na internet. Ao contrário – e aqui está a novidade pioneira de Spadaro –, tratase de encontrar os pontos de contato e de interação produtiva entre a rede e o pensamento cristão. A lógica da rede, com suas poderosas metáforas, proporciona ocasiões inéditas para nossa capacidade de falar de comunhão, dom, transcendência. E, por sua vez, o pensamento teológico pode ajudar o homem na rede a encontrar novos caminhos em sua trajetória para Deus.

É um território ainda inexplorado que Spadaro aborda com um indiscutível conhecimento teológico e grande competência técnica, principalmente com o espírito de confiança na capacidade de o cristianismo e a Igreja estarem presentes onde o homem desenvolve sua capacidade de conhecimento e relacionamento. A rede é um contexto em que a fé é chamada a se exprimir não por causa de uma mera “vontade de presença”, mas uma conaturalidade do cristianismo com a vida do ser humano. O desafio, portanto, não está em como “usar” bem a rede, mas como “viver” bem nos tempos da rede.

Antonio Spadaro, padre jesuíta, é diretor da revista La Civiltá Cattolica e professor na Pontifícia Universida- de Gregoriana, na qual obteve seu doutorado em Teologia; consultor do Pontifício Conselho da Cultura e do Pontifício Conselho das Comunica- ções Sociais; e autor de muitas obras sobre cultura contemporânea e de ensaios sobre a internet. Em janeiro de 2011 criou o blog Cyberteologia.it (prêmio WeCa 2012), que mantém até hoje.

Fonte: Perfil no facebook de Antonio Spadaro SJ, Quarta, 12 de Setembro de 2012 às 19:00 ·

terça-feira, agosto 28, 2012

Tarde te amei;


Tarde te amei;
ó beleza antiga e tão nova, tarde te amei!...
Estavas dentro de mim, e eu, voltado para fora, procurava as formas belas das tuas criaturas.

Estavas comigo, mas eu não estava contigo.

Assim, longe de ti me detinham as criaturas que nada seriam, se em ti não existissem.

Tu me chamaste, e teu grito foi maior que minha surdez; tu brilhaste, e tua luz venceu minha cegueira; espalhaste teu perfume,
que eu senti, e agora te desejo; provei do teu sabor, agora tenho fome e sede de ti; tu me tocaste, agora em mim arde o desejo da tua paz.

Santo Agostinho

sexta-feira, junho 01, 2012

segunda-feira, abril 09, 2012

5 anos mudaram tudo

O documentário "O que mudou nos últimos 5 anos" foi realizado pela HOTWords e tem como tema as grandes transformações vividas pelo mercado da comunicação nos últimos 5 anos. Fazendo assim uma retrospectiva e uma análise dos principais acontecimentos dessa revolução tecnológica, a partir das entrevistas de personalidades envolvidas nesse mercado.

sexta-feira, março 30, 2012

Sacerdotes na Redes Sociais



Oito mil contatos recebem a Palavra de Deus


O padre Dalton Xavier Reyes Martínez, da Associação Sacerdotal Servos do Espírito Santo, na Colômbia, realiza uma singular missão evangelizadora através das redes sociais, especialmente no Facebook, onde tem cerca de oito mil amigos. Toda quinta-feira ele celebra a Eucaristia para os seus contatos.


“Dou testemunho das bênçãos que recebemos através destes meios”, declara o pe. Dalton.


Como começou a sua experiência nas redes sociais?

- Padre Danton: Bom, a minha experiência nesses meios começou com a minha primeira conta no Hotmail. Eu fui explorando a facilidade que o uso do e-mail me dava para ficar em contato com pessoas de vários lugares, e, em pouco tempo, comecei a receber correspondência de muita gente pedindo conselhos, orações de intercessão, informação e formação. As contas do Hotmail tinham pouca capacidade naquela época, e eu tive que criar outra. Coloquei o nome de CARTERO2000, cartero por causa das cartas que eu recebia e 2000 por causa do chamado que o papa estava nos fazendo para o novo milênio.


Qual foi o resultado?


- Padre Dalton: Conheci mais pessoas, algumas que até hoje não encontrei pessoalmente. Com a chegada do Facebook, a rede se abriu muito mais e eu decidi compartilhar a minha vida de sacerdote, mensagens, fotos das missões, fotos cotidianas da paróquia… E então chegaram amigos de diferentes lugares. Eu consegui ajudar espiritualmente, com conselhos, oração, ensinamentos, compartilhei experiências com jovens que receberam o chamado vocacional, casais em dificuldades, namorados, famílias, doentes, consegui ter acesso a pessoas que procuravam informações.


Quantas pessoas recebem as suas mensagens?


- Padre Dalton: A resposta foi tão boa que a minha conta no Facebook chegou ao limite de 5.000 contatos. Tive que abrir outra no ano passado e já tenho quase 3.000 novos contatos, desde novembro. Enfim, levar a Palavra de Deus para esses grupos tem sido uma experiência maravilhosa.


Qual foi a sua última experiência?


- Padre Dalton: Faz uns quantos dias, na oração, me veio à mente celebrar uma eucaristia por todos os amigos que eu tenho no Facebook, no Twitter, no Skype, nos e-mails e no BlackBerry. Publiquei a ideia e marquei a quinta-feira como o dia de oração por eles. Imediatamente chegaram intenções de todo lado! Em menos de uma hora, chegaram 100 pedidos. No total, eu calculo que foram cerca de 500 intenções ou mais. Fiquei impressionado.


Fonte: http://www.catecismojovem.com.br/artigos/sacerdotes-na-redes-sociais/

segunda-feira, março 05, 2012

O Sagrado Ciêntifico - Uma Citação

(...) há de se estar aberto para deixar-se tocar pelo sagrado. Quem o estiver – e minhas reflexões pretendem ser um estímulo para isto – verá que isso lhe há de trazer um grande enriquecimento para a sua vida. Com isto, ele estará satisfazendo um anseio que é parte essencial da natureza de todo homem. (...) Na experiência do sagrado, eu entro em contato com um mundo que não conheço a não ser através da imaginação. Jamais o hei de ver – pelos menos enquanto estiver vivo. Jamais o poderei tocar. E, no entanto, ele existe (MULLER, 2004. p. 9 – 25)."

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Conversão

Pensemos em uma situação ideal:
Onde estivessemos no vácuo, em um local sem atrito, sem nada aos lados que pudéssemos tocar.
Como nos moveríamos?
Somente sairiamos do local se jogassemos fora algo!
E ainda mais na direção contrária à que queremos ir.
Então precisamos deixar algum "peso, medo ou receiro" para que esses mesmos, nos impulsionem para longe, para o lado certo, para o contrário do rejeitado,  uma conversão!

Deus já nos dá o sEu Espírito para entendermos o que jogar fora, mas precisamos, jogar, para sair do lugar!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Católico Apostólico Romano

 “(…) nos momentos de glória e beleza da vida da Igreja (como, por exemplo, no sepultamento de João Paulo II) é fácil estufar o peito e declarar-se católico. O católico verdadeiro, o verdadeiro filho da Igreja, é aquele que nos momentos de dor e de escândalo, quando a Igreja é apedrejada, chora com sua Mãe católica, crava os olhos em Cristo, reza e permanece fiel. Para este, vale a palavra do Salvador: “Fostes vós que permanecestes comigo em todas as minhas tribulações!” Nunca esqueçamos: o mundo não está preocupado com o bem da Igreja ou das vítimas da pedofilia, mas com o escândalo, o sensacionalismo e a imposição hipócrita do politicamente correto. E só!”
Dom Henrique Soares